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Especialistas debatem inovação e tecnologia exponencial em São Paulo

24/04/2018

Moonshot. Termo que traduz uma ideia disruptiva, de quebra de paradigmas, e seus desdobramentos e desafios práticos. O pensamento foi um dos pontos centrais do SingularityU Brasil Summit, evento que acontece entre esta segunda-feira (23) e terça-feira (24), em São Paulo, e conta com o patrocínio da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e o apoio institucional do SEST SENAT e do ITL (Instituto de Transporte e Logística). Personalidades das áreas de inovação, tecnologia exponencial, robótica, entre outras, falaram da necessidade de olhar para o passado por meio da análise de fatos e dados e de dar continuidade ao presente com evolução e inovação.

Peter Diamandis, fundador da Singularity University, abriu o evento e afirmou que a mudança só acontece com ações. Para ele, "é essencial reconhecer qual é o seu propósito de transformação massiva, ou seja, a missão que te mantém apaixonado".

O moonshot da americana Yvonne Cagle, astronauta da Nasa, foi sonhar em pisar na lua e, partir daí, seguiu todos os passos que a levaram à realização da sua meta, entre os quais, esteve o exercício da resiliência. "Astronauta é qualquer um que ousa se inspirar em algo que é maior do que si mesmo", afirma. Yvonne também é médica cientista-chefe do Programa de Nível II de Pesquisa Suborbital Comercial e Reutilizável da Nasa. Atualmente, trabalha no projeto de uma missão de visita ao planeta Marte, em 2035. "Vamos estudar as reações e detectar doenças antes que elas se manifestem no corpo humano. O espaço afeta nosso fluxo sanguíneo, ossos e músculos", explicou. "Também estudaremos meios de transporte e robótica, incluindo um exoesqueleto com órgãos e até sangue sintético que se comportam como os nossos".

Transformação exponencial

Já o professor de futorologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, Tiago Mattos, focou sua apresentação em transformações digitais. "O maior erro que uma liderança comete é quando acha que a transformação digital é decisão da alta cúpula. Precisamos entender que se trata de um processo cultural. O papel da liderança é criar cultura forte e fazer a transformação", observou. "A nova definição de organização é de compartilhamento, empoderamento, evolução, abundância e ecossistema. Quando a gente prioriza legado sobre lucro, estamos bem. Não precisamos ser a melhor empresa do mundo, mas sim a melhor para o mundo", concluiu.

Thomas Kriese, especialista no mercado de tecnologia, ressaltou que a evolução dos telefones móveis comprova que o tempo atual é exponencial, com mudanças que se multiplicam e, ao mesmo tempo, atingem muitas pessoas. Por isso, Kriese recomenda que líderes estejam abertos ao conhecimento e à aplicabilidade do que aprendem e que sejam entusiastas das novas tecnologias.

Análise de dados e cidades inteligentes

O cientista político e urbanista canadense Robert Muggah também destacou o poder dos dados e das estatísticas para a evolução das cidades. "Só por meio deles, é possível planejar o crescimento saudável de uma cidade. Planejar não significa criar uma estratégia e ficar preso a ela, mas sim avaliar seu potencial conforme o passar do tempo e as mudanças de comportamento. As cidades são a chave para a nossa sobrevivência", afirmou. O especialista ressaltou a relevância da locomoção nesse contexto. "Transporte público é a solução não só para o tráfego, mas, também, para a saúde pública. Menos trânsito é igual a menos stress. E uma cidade inteligente e do futuro deve ser saudável", explicou.

Muggah ressaltou ainda que, para obterem sucesso, as cidades devem ter um plano básico de infraestrutura e manterem-se presas a ele. "Não adianta ter um plano e mudar após cinco anos. Cada prefeito tem que revisá-lo. As cidades têm que tomar as decisões mais difíceis, diminuindo a emissão de carbono e dando incentivo às construções de parques e ciclovias", alertou.


Fonte: CNT

 

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