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Onze razões para visitar Holambra

16/05/2018

Localizada a 130 quilômetros de São Paulo, Holambra é uma boa alternativa para os paulistanos que pretendem fugir do agito da capital e buscam por um destino de aura interiorana e clima bucólico. Antes de pegar a estrada, deixe um pouco de lado o título de cidade das flores, que deu fama ao local. De fato, Holambra é conhecida por seus belos campos de produção de flores e plantas ornamentais e pela Expoflora, maior evento do gênero na América Latina. Mas a cidade revela-se uma boa surpresa também a quem se dispõe a conhecer seus encantos em qualquer época do ano. Dá para passar um fim de semana inteiro ou reservar um dia somente para visitar seus principais pontos turísticos e conhecer suas peculiaridades e histórias que envolvem a colonização holandesa.

Os exemplos desta ocupação podem ser observados já em seu nome: Holambra é o resultado da associação das palavras Holanda, América e Brasil. Entre seus 13 000 habitantes, cerca de 2 000 são holandeses natos ou descendentes diretos dos imigrantes que aportaram por lá em 1948, fugindo da II Guerra Mundial e dispostos a construir uma vida em solo brasileiro. A influência destes pioneiros se mantém até hoje nos restaurantes típicos, em lugares como o Moinho Povos Unidos e o Museu Histórico e Cultural e até na arquitetura dos casarios e fachadas coloridas.

Declarada estância turística em 1998, a cidade ainda abriga uma fazenda com produção de cachaças artesanais, uma cervejaria que disponibiliza sua fábrica para visitação, além de sítios e fazendas que proporcionam trilhas ecológicas e passeios com a criançada. Confira a seguir um roteiro com onze programas para aproveitar o melhor do destino:

1. Expoflora: é o maior evento de flores e plantas ornamentais da América Latina. Desde sua primeira edição, em 1981, atrai uma multidão de turistas com as novidades do ano. Além de encher os olhos e, claro, fazer muitas selfies, percorrer o pavilhão da Expoflora é uma oportunidade para entender mais sobre as tendências do mercado, através das exposições de profissionais de jardinagem e paiagismo que são montadas todos os anos. Ao estilo dos parques temáticos, a Explora também tem sua “parada”. Mas, no lugar de personagens de contos de fada, os carros alegóricos carregam muitas flores. Uma fanfarra e pessoas fantasiadas de flores também participam do cortejo, que começa às 16 horas e 30 minutos. Os visistantes vão atrás e se concentram para o grande momento do dia: a chuva de pétalas. Cerca de 150 quilos de rosa, ou 18 000 botões de rosas despetalados um a um, são lançados por um equipamento sobre os turistas. Diz a lenda que quem pega uma pétala antes que ela toque o chão tem seus desejos realizados. O evento também reúne shows de dança, barracas de comidas típicas e estandes para comprar souvenires.

2. Campos de produção: é de longe o programa mais famoso do destino e, ao contrário da Expoflora, pode ser feito o ano inteiro. No roteiro que passa por campos, estufas e viveiros, é possível conferir de pertinho a beleza de flores como gérberas, rosas e crisântemos, além de conhecer as etapas de plantio e tirar muitas fotos em meio ao colorido das plantas. Há também a opção de estender o passeio com um city tour que passa pelos principais pontos turísticos da cidade, entre eles o Lago Vitória Régia e o Moinho Povos Unidos. Com duração de 2 horas, custa em média 30 reais por pessoa.

3. Sítio Estrela do Leste Arurá: situado na estrada que liga Holambra ao município de Arthur Nogueira, é uma boa opção para levar os pequenos. Ali, dá para ver animais como o jacaré-de-papo-amarelo, papagaios, gaviões, macacos e pequenos roedores. O sítio, que preserva características da Mata Atlântica, destaca-se pelo seu turismo ecológico e é credenciado pelo Ibama. O local ainda conta com uma loja de produtos artesanais, que vende carne congelada de jacaré e souvenires. O passeio monitorado custa 15 reais por pessoa e dura cerca de 50 minutos.

4. Moinho Povos Unidos: erguida em 2008 para celebrar o aniversário de sessenta anos da imigração holandesa, a construção é parada obrigatória de todo turista. Com 38 metros de altura distribuídos por cinco andares abertos para a visitação, é considerado o maior moinho da América Latina. O monumento tem um mirante que proporciona uma bela vista dos campos de produção e dos municípios vizinhos. Ali, o moleiro Flores Welle explica como funciona a engenhoca e narra algumas histórias de sua família, uma das primeiras a desembarcar em Holambra, durante o ano de 1948

5. Museu Histórico e Cultural: um pedaço da história da colonização holandesa no Brasil é relatada no local, que mantém um acervo de 2000 fotos, filmes e utensílios domésticos. Na parte externa, ficam maquinarias e tratores utilizados pelos imigrantes, além de réplicas de casas de pau-a-pique e alvenaria que remontam a ideia de como viviam os primeiros moradores de Holambra, na década de 1950.

6. Arquitetura: caminhar pelas ruas e avenidas cercadas por casas que remetem a uma atmosfera holandesa é um dos passeios mais agradáveis da cidade. Mesmo com o clima tropical do Brasil, é bem curioso que algumas residências ainda preservem características da terra natal: há desde telhados inclinados construídos para evitar o acúmulo de neve até as janelas que ficam cobertas por cortinas somente até a metade, para que o sol aqueça o interior. Uma outra peculiaridade para ficar atento: alguns desenhos nas fachadas coloridas podem indicar a profissão do proprietário original das casas.

7. Cervejaria Schornstein: filial de uma cervejaria catarinense, produz na cidade sete tipos de cerveja artesanal: pilsen natural, pilsen cristal, weiss, IPA, bock, imperial stout e witbier. O bar Schornstein Krug exibe um cardápio repleto de petiscos e pratos holandeses, a exemplo do kassler krug (39,90 reais), que reúne bisteca suína defumada e salsichão guarnecidos de arroz com açafrão e legumes, purê de maça e chucrute.

8. Casa Bela: fica na movimentada rua Dória Vasconcelos, que concentra o burburinho e centro de compras da cidade. Casas geminadas e coloridas compõem o local, misto de restaurante, ateliê e loja. Nesta última, é possível encontrar souvenires, a exemplo dos tamancos e moinhos em miniatura, xícaras e louças, tudo feito com porcelana vinda da Holanda – e não da China, como em algumas outras lojas. No restaurante, o bufê de almoço (34,90 reais o quilo de segunda a sexta, 54,00 reais aos sábados e domingos) enfileira cerca de trinta pratos, entre eles o bacalhau desfiado gratinado com purê de batatas. Para grupos de no mínimo dez pessoas, o preço é especial: de segunda a sexta come-se à vontade por 30,00 reais, já nos finais de semana, há o acréscimo de 5,00 reais. Para aplacar fomes maiores, o típico hollandse tafel (145 reais, para quatro pessoas) mescla joelho de porco e bisteca defumados, salsichão, purê de maçã, chucrute e purê de batatas com cenoura e cebola.


Fonte: Veja São Paulo

 

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