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Paulistano paga R$ 40 para visitar atrações de SP

11/07/2016

Edifícios famosos, monumentos, parques, bairros com (ótima) culinária estrangeira e estádio de futebol são atrações da capital paulista conhecidas em todo o País. Com um pouco de paciência, quem mora na cidade poderia se programar e conhecer qualquer um desses locais. Mas parte dos paulistanos tem preferido pagar R$ 40 para passear de ônibus com conforto pelos pontos turísticos do Município, com guia eletrônico. Eles são o maior público do primeiro coletivo que opera no sistema hop on/hop off em São Paulo.

“Eu fiquei sabendo dele (o ônibus) pela internet. Como meus dois filhos estão de férias, decidimos que faríamos pelo menos dois passeios por semana até eles voltarem às aulas”, contou, na quarta-feira, o analista Israel Gomes da Silva, de 44 anos, que passeou no coletivo com Mateus, de 8 anos, e Rafael, de 4. “Minha expectativa aqui é conhecer lugares novos para voltar depois”, afirmou.

Ônibus com sistema hop on/hop off funcionam nas principais capitais do mundo. Aqui, o serviço começou em março. É um ônibus de dois andares, administrado pela Prefeitura, que faz um roteiro circular (veja o itinerário no quadro ao lado). São nove pontos de parada.

O passageiro compra a passagem dentro do coletivo e pode descer em qualquer um dos pontos, embarcando gratuitamente no próximo ônibus ou no dia seguinte. A entrada no ônibus fica liberada por 24 horas. O ingresso também dá direito à entrada gratuita, pelo prazo de vigência da passagem, em sete dos principais museus da cidade, como o Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, o de Arte Sacra e a Estação Pinacoteca, ambos na Luz, e nos museus localizados no Ibirapuera.

O Estado acompanhou o programa por dois dias na última semana. Nas duas vezes, moradores de São Paulo – nascidos aqui ou em outras cidades – eram a maioria. Gente de férias que quis fazer um passeio diferente. “Mas vem bastante turista também. Hoje de manhã, havia dois grupo de americanos”, garantiu o cobrador.

Passeio. A estudante Daniela do Amaral, de 21 anos, e sua prima Marcela Couto, de 17, haviam feito o passeio na tarde de quinta-feira e, como o bilhete dá acesso ao ônibus por 24 horas, terminaram a viagem na sexta. “A gente foi até o Ibirapuera e ficou por lá à tarde. Voltamos para casa de ônibus normal”, explicou Daniela. Na sexta, pegaram o ônibus na Liberdade e seguiram no coletivo turístico até a Praça da República.“Esses lugares, centro velho, Mercadão Municipal, são coisas que acabam fora da nossa rotina. Mesmo o Parque do Ibirapuera. E são todos lugares muito legais”, contou Daniela, moradora de Santana, na zona norte da capital.

(Com informações de OESP)

 

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