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Entraves do turismo rodoviário no litoral paulista

17/02/2016

A saída para muitas cidades gerarem economia e emprego é abrir às portas ao turismo rodoviário. A prática ainda é pouco usual no litoral paulista, com restrições de entrada, permanência e circulação de ônibus de turismo.

No congresso em Caraguatatuba, coloquei em pauta o apagão turístico rodoviário nas 16 cidades do litoral paulista. Para uma empresa de fretamento ter acesso é preciso autorização prévia, e que recolha taxa de estadia; é proibido estacionar em vias públicas e; em muitos casos, é definido um ponto de desembarque, nem sempre adequado. A circulação dos ônibus sem autorização é passível de multa e apreensão do veículo.

Defendemos o turismo sustentável, que gera riquezas e seja previamente conhecido para o município se preparar para receber turistas. Mas isso depende de tecnologia. É inadmissível as agências ou transportadoras praticarem uma série de atos burocráticos no destino da viagem. Hoje tudo pode ser feito pela internet, disponibilizando a informação de forma ágil, evitando transtornos.

Se as restrições foram criadas para impedir os “farofeiros”, hoje impedem o turismo por fretamento rodoviário organizado, uma opção crescente de transporte.

A saída para a melhor eficiência desse modal é desburocratizar e informatizar o acesso das transportadoras turísticas. Esta tecnologia permitirá melhor fiscalização, afastando o transporte irregular, e poderá checar empresa e veículo antes de autorizar sua entrada. O próprio sistema pode se custear gerando receitas com publicidade. O trânsito dos veículos de turismo pode ser ordenado, com rotas de acesso delimitadas, sem prejuízos à mobilidade.

Em baixa temporada, o litoral fica ocioso enquanto há público que busca alternativas de estudos e lazer. Poder público e iniciativa privada juntos podem encontrar solução para as dificuldades do turismo rodoviário. Vamos conversar?

Regina Rocha é diretora executiva da FRESP (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo), bacharel em Direito e em Turismo, atua há mais de quinze anos com o setor de transporte rodoviário e turístico e é uma das conselheiras do Conselho Estadual de Turismo.

 

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